quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Autor

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Em 3 de Julho de 1901 no engenho Corredor, no Município de Pilar do estado da Paraíba , nasce José Lins do rego Cavalcante. Foi nesse mundo ligado às senzalas e aos senhores de engenho que nasce a famosa obra do autor: Menino de Engenho, mas antes da publicação desse, José Lins em 1923 com apenas 22 anos publica artigos de suplementos literários e neste mesmo ano forma-se em advocacia.
Em 1924 casa-se com Philomena Massa e deste casamento nasce três filhas Mª Elizabeth, Mª Gloria e Mª Cristina, no ano seguinte, 1925, é nomeado promotor público em Manhuaçu–MG mas não fica muito tempo porque em 1926 deixa o Ministério Público e é transferido para Maceió-AL onde publica os seus três primeiros romances Menino de engenho, Doidinho e Banguê.
Menino de Engenho é publicado em 1932 e ganha o prêmio da Fundação Graça Aranha.
Em 1955 é eleito para Academia Brasileira de Letras e em 1957 morre e é enterrado no Mausoléu da Academia, no cemitério São João Batista.

Obras

José Lins do Rego começou a publicar suas obras em 1932 com o livro Menino de Engenho. Em seguida publicou Doidinho, em 1933, Banguê, em 1934, O Moleque Ricardo, em 1935, e Usina, em 1936. Essas obras fizeram parte do chamado “Ciclo Cana-de-Açúcar”.
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A seguir temos o resumo dessas obras.

Menino de Engenho, conta a história do menino Carlinhos que fica órfão da mãe, e o pai enviado para o sanatório após assassinar sua esposa. Carlinhos vai para o Engenho de seu avô materno e depois é enviado para o colégio interno.

Doidinho é considerando a continuidade de Menino de Engenho, na qual o título do livro é o apelido de Carlinhos, nele é narrado os acontecimentos de Carlinhos no Colégio, ele sofria muito, portanto, o seu sonho era voltar para o Engenho Santa Rosa.

Banguê, nessa obra, que é também narrada a continuidade da trajetória de Carlinhos, na qual ele se forma em advocacia, que era o sonho de seu avô e volta para o Engenho Santa Rosa.

O Moleque Ricardo, narra a história do menino Ricardo que era moleque do eito e viveu na mesma de Carlinhos no Engenho e se destacou-se dos demais garotos por ser muito inteligente, e sai do engenho à procura de uma vida melhor, e de serviçal de engenho tornou-se ploretário urbano.

Usina é continuação de O Moleque Ricardo, onde Ricardo após ter saído da prisão junto com seus companheiros grevistas, volta para o Engenho Santa Rosa.

Não foi citado anteriormente, mas Fogo Morto foi uma das principais obras de José Lins do Rego, e poderia ser considerado o término do “Ciclo Cana-de-Açúcar” por representar o declínio do Nordeste canavieiro.

Resumo de "Menino de Engenho"

Menino de Engenho
Menino de Engenho é narrado por Carlinhos, na qual é o personagem principal é Carlinhos, portanto, a narração é em primeira pessoa.
No romance Carlinhos perde a mãe aos 4 anos de idade com o assassinato da mãe o pai de Carlinhos é levado para o sanatório, na qual com o passar do tempo vem a falecer.
Carlinos é levado por seu tio Juca para o Engenho Santa Rosa, que era de seu pai materno, José Paulino.
Lá ele conhece Maria, irmã de sua mãe, Clarisse.
Maria cuida de Carlinhos como se fosse o seu próprio filho.
Logo após a chegada de Carlinhos vem a sua prima passar uns dias no engenho e durante o período em que ela estava lá os dois tiveram um pequeno romance.
Porém não esse relacionamento não dá certo porque Maria Clara teve que ir embora. E chega o momento em que Maria tem que se casar e consequentemente morar com seu marido em outro lugar.
Após a ida de Maria, Carlinhos se envolve com várias mulheres no engenho dentre as quais, Zefa Cajá.
Ao se envolver com Zeja Cajá, adquire gonorréia, na qual é chamada de gálico.
Que posteriormente é curado por seu tio Juca.
Juca e José Paulino não gostam do comportamento de Carlinhos,
a partir daí resolvem mandá-lo para o colégio interno.
E a continuidade dessa história que é o período em que
Carlinhos fica no internato se encontra na obra
Banguê de José Lins do Rego.
Fim

Peça

A peça de

"Menino de Engenho"

foi apresentada no

dia 9 de Setenbro de 2009.

A seguir temos o vídeo,
o roteiro,
as fotos da peça
e
as fotos dos figurantes.

Vídeo



Roteiro

Roteiro Menino de Engenho
Dona Clarisse no chão cheia de sangue e o seu marido ao lado chorando como um louco. Carlinhos ao vê-los:

Carlinhos - Mãe... Pai... O que aconteceu?

(Começa a chorar e vai em à direção a mãe, quando uma pessoa o pega no seu braço. Carlinhos começa a se debater, enquanto a mãe e o pai são levados.)

Carlinhos – Mãe... Eu quero a minha mãe...

Tio Juca - Calma Carlinhos, a sua mãe está morta e eu vou te levar para o engenho de meu pai, o seu avô!

Carlinhos - E quem é você?

Tio Juca - Eu sou o seu tio Juca, não se lembra?

Carlinhos - Tio Juca! É mesmo, lembro-me de você!

Tio Juca - Então vamos!?
Carlinhos – Mas eu quero a minha mãe...

Tio Juca - Você tem que entender que ela morreu...

Carlinhos - Mas, eu quero...

Tio Juca - Vamos! Você vai gostar do engenho!

(os dois saem de cena enquanto José Paulino e Maria entraram,
José Paulino está sentado na cadeira.)
Carlinhos e Juca entram em cena e Maria ao ver Carlinhos corre para abraçá-lo e beijá-lo. Juca ao ver aquele aforismo de Maria:

Tio Juca - Oh! Maria deixa o menino pedir a benção do avô.

Maria - Vai lá querido... Pedir a benção de seu avô...

Carlinhos vai até o velho que está sentado na cadeira.

Carlinhos - Você é o meu avô?

José Paulino - Sou sim meu filho, sou o pai da sua mãe, agora venha cá e me dá um abraço.

(Carlinhos abraça o velho e logo em seguida Maria pega pelo braço o menino.)

Maria - Agora venha Carlinhos... De agora em diante eu vou ser a sua mãe! Tá bom você vai gostar de mim...

Carlinhos - Minha mãe... (começa a chorar)

Maria- Não chore, seja homem. Vamos trocar de roupa, para tomar café...

(Os dois saem de cena enquanto José paulino e Juca se direcionam à mesa.)

Tio Juca - nossa! Quanta fartura!

(Maria e Carlinhos entram...)

José Paulino- Venha cá meu filho, vamos comer um cuscuz!

Carlinhos - Cuscuz?! O que é isso?

Maria - É um bolo feito de farinha de milho!

Carlinhos - Mas eu não gosto disso!

Tio Juca - Você vai ter que se acostumar com a vida que no engenho! Vai come só um pedacinho!

José Paulino- Vai Maria dá um pedaço pra ele...

(Maria dá um pedaço a Carlinhos que diz...)

Carlinhos - Nossa!!! É uma delícia!!

Tio Juca- Eu não te disse que era gostoso...

José Paulino - Vou aproveitar que estamos todos juntos para avisar que Maria clara vai passar uns dias com a gente.

Carlinhos - Quem é Maria Clara heim tia Maria?

Maria - sua prima vai gostar dela...

José Paulino - Agora terminem de tomar café, que eu vou dar uma volta no engenho!

Tio Juca – Espere que eu vou com você!

José Paulino e Tio Juca saem e logo em seguida Chega Mª Clara.

Mª Clara - Oi tia cheguei! Cadê o Vovô?

Maria - Oh minha querida me dê um abraço!

(As duas se abraçam e Maria fala:)

Maria- Ele acabou de sair!!!

Mª Clara - Então tá bom!!! Quem é esse menino aí (apontando para Carlinhos)

Maria - É seu primo Carlinhos, ele veio morar aqui no engenho com a gente!

Mª Clara - Que legal! Eu também queria vir morar aqui, ainda sabendo que ele ta aqui também!!!

Maria - Minha querida aproveita que você conhece mais o engenho e vai mostrá-lo ao Carlinhos... Que eu vou arrumar os preparativos do casamento.

Mª Clara - Tá bom tia, a senhora guarda as minhas coisas?

Maria - Pode deixar que eu guardo...

Maria sai com as malas de Maria Clara.

Maria Clara e Carlinhos.

Mª Clara - Antes de mais nada posso te perguntar uma coisa?

Carlinhos - Pergunte!

Mª Clara- você tem namorada aqui no engenho?

Carlinhos - Tenho não, por quê?

Mª Clara- Você quer que eu seja a sua namorada?

Carlinhos - Pode ser, mas o que eu tenho que fazer?

Mª Clara - Você vai ter que andar de mão dada comigo para onde eu for...

Carlinhos - Só?

Mª Clara – Não, você vai ter que me beijar!

Carlinhos - Beijar você?

Mª Clara - É me beijar! Qual o problema?

Carlinhos - Mas você é minha prima!

Mª Clara - tem nada não! Assim que é bom!

Carlinhos - Quando é que eu vou te beijar?

Mª Clara - pode ser agora?

Carlinhos - Agora?

Mª Clara – É...

(Mª Clara e Carlinhos se beijam rapidamente.)

Mª Clara - Agora vamos passear no engenho!!!

Carlinhos - Vamos.
(E os dois saem de mão dada.)

(Maria entra em cena com as malas de maria clara. E fala sozinha.)

Maria - Coitadinha, mal chegou e vai ter que ir...
(Maria Clara e Carlinhos entram em cena.)

Mª Clara - O que foi tia Maria, porque minhas malas ainda estão ai?

Maria - Sua mãe ligou dizendo que você terá que ir, porque seu pai adoeceu...

Mª Clara - Ah! Não! Eu mal cheguei...

Maria - Fazer o que né minha querida? Vá se despedir de todos que você vai sair daqui meia hora.

Mª Clara - Tá bom tia.

Maria - Agora vou levar as suas malas.

(Maria sai)

Mª Clara – Você ouviu neh Carinhos... Tchau!

(Ela dá um abraço em Carlinhos que segura sua mão.)

Carlinhos – Tchau!!!

Mª Clara - O que foi Carlinhos?

Carlinhos - E o nosso namoro?

Mª Clara - Que namoro?

Carlinhos - Você não disse que eu era seu namorado e você minha namorada?

Mª Clara - Disse!!

Carlinhos - Então?

Mª Clara - Então o quê?

Carlinhos - Como é que a gente vai ficar?

Mª Clara - Ah! A gente termina.

Carlinhos – Termina?!

Mª Clara – É!

Carlinhos - Então tá bom!

(Carlinhos sai)

Mª Clara - Esses meninos de hoje em dia...

(sai)

Uma semana depois...

(Carlinhos sentado e chega Zefa Cajá)

Zefa Cajá - O que foi Carlinhos, o que você tem?

Carlinhos - Minha tia Maria foi embora! Ela foi se casar... E a Maria Clara terminou o nosso namoro!

Zefa Cajá - Vai me dizer que vocês estavam namorando...

Carlinhos - É sério! Mas, agora eu to sozinho você quer namorar comigo?

Zefa Cajá - Namorar contigo?

Carlinhos- É!

Zefa Cajá - Quando você crescer a gente conversa... Tá bom?

Carlinhos - Olha a gente vai andar de mãos-dadas e passear pelo engenho...

Zefa Cajá - Então, tá bom vamos até a minha casa que eu quero te mostrar algo a mais...

(os dois saem de cena enquanto Juca e José Paulino entram em cena.)

Tio Juca- Cadê Carlinhos?

José Paulino - Me disseram que não sai da casa de Zefa Cajá, que todo os dias vai lá.

Tio Juca - Não to gostando dessa história dele ficar correndo atrás de rabos-de-saia.

José Paulino - Não posso fazer nada se ele puxou o avô.

Tio Juca - Ele mudou muito depois que Maria se casou...

José Paulino - E você queria o quê? Se todos os dias ela estava com ele e o colocava pra dormir todo dia e da noite para o dia ela se casa e vai embora...

Tio Juca - É complicado neh pai...

José Paulino - Pior que é, mas fazer o quê?

Tio Juca - Temos que evitar essas idas de Carlinhos para a casa de Zefa Cajá, não se pode confiar naquela rapariga, ainda mais sabendo da fama dela aqui no engenho.

José paulino - Eu estava pensado em mandá-lo para o colégio, é o único lugar pra ele se endireitar.

Tio Juca - Pro colégio pai?

José Paulino - É pro colégio. Estava com isso em mente desde que Maria foi embora...

Tio Juca - Pensando melhor essa é a única alternativa que temos, agora vou procurá-lo e ter uma conversa séria com ele.

(Juca sai de cena, José Paulino fica em cena e logo em seguida Carlinhos chega.)

Carlinhos - Vovô!Vovô! Cadê o tio Juca?

José Paulino - Ele foi te procurar.

Carlinhos- Eu preciso falar com ele.

José Paulino - O que foi? O que aconteceu?

Carlinhos - Não sei vovô, só sei que Zefa Cajá, disse que eu estava muito, mas, muito doente é verdade de uns dias pra cá não me sinto bem e preciso falar com o meu tio Juca!

José Paulino - Você vai ter que esperar um pouco, porque ele acabou de sair.

(Juca entra)

Tio Juca - O que está acontecendo aqui? Dá pra ouvir lá fora!

José Paulino - O Carlinhos insistiu que está doente...

Tio Juca - O que você tem Carlinhos?

Carlinhos - Calma ai tio....

(E direciona ao avô)

Carlinhos - Vovô trás um copo d’água para eu beber?

José Paulino - Não precisa disfarçar, eu sei que você não me quer aqui... Vou dar uma volta no engenho...

(e sai)

(Agora só Juca e Carlinhos em cena)

Carlinhos - Tio de uns dias pra cá eu não me sinto bem e Zefa cajá disse que eu estou muito, mas muito doente.

Tio Juca - Tá bom essa parte eu já entendi, continue...

Carlinhos - Você sabe né tio como é a Zefa Cajá, e você sabe que todos os dias eu ia na casa dela, já se sabe o que acontecia lá, não sabe?

Tio Juca - Claro que eu sei né Carlinhos, só o fato de você me dizer que ia na casa dela todos os dias, já se sabe o que você fazia lá!

Carlinhos - Pois é tio, agora eu não faço mais o que eu fazia com ela, porque eu não consigo e também toda vez que eu vou fazer xixi dói muito...

Tio Juca - Eu acho que eu sei o que está acontecendo Carlinhos, mas continue...

Carlinhos - Desses dias prá cá, ela me disse que estava doente e me deu mitos remédios e disse que iria me curar, mas como ela não conseguiu, disse que não me queria mais me ver.

Tio Juca - Oh meu filho você está gálico!

Carlinhos - O que é isso?

Tio Juca - É uma doença que você pegou por se envolver com as negras do engenho.

Carlinhos - E agora o que é que eu vou fazer?

Tio Juca - Primeiramente, eu vou te levar pro engenho vizinho e você vai ser curado lá , tá bom?

Carlinhos - Tá tio e depois?

Tio Juca - Depois você vai pro colégio.

Carlinhos - Colégio?

Tio Juca - É pro colégio.

Carlinhos - Mas, eu tenho meus professores aqui.

Tio Juca - Mas, você vai pro colégio pra se endireitar.

Carlinhos - Endireitar! Pra quê?

Tio Juca - Quando você chegar saberá... Agora vamos.

Carlinhos – Vamos!!!

(José Paulino entra em cena com as malas de Carlinhos e logo a seguir entra Juca)

Tio Juca - Essas já são as malas de Carlinhos, pai?

José Paulino - É... Você falou com ele néh?

Tio Juca - Falei sim pai.

José Paulino - Pois éh! Assim que ele chegar vai direto pro colégio...

(os dois saem de cena)

(Carlinhos entra e começa falar para a plateia.)

Carlinhos - E foi o que aconteceu... Quando cheguei do engenho vizinho, as minhas malas estavam prontas, essa foi a única saída que eles encontraram para me endireitar.
Esse foi o motivo o qual eu vim parar aqui. E vocês porque estão aqui também?


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Fotos da Peça

A seguir temos a fotos
durante a apresentação da Peça

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